• Roseli R. Laranja - Revista Leitura Médica

TAG - Transtorno de Ansiedade Generalizada


Há décadas atrás, a primeira situação descrita com a denominação de “Síndrome do Coração do Soldado”, “confundida com um ataque agudo de covardia”, parecido a de um soldado em combate com um “estado de tensão intenso” com “crises de medos diversos”. A partir dos anos 80 passou a ficar conhecida por “Síndrome do Pânico” ou “Distúrbio de Ansiedade Generalizada”. Atualmente, atinge a população em geral, principalmente crianças, jovens e mulheres, gozando de boa saúde física.

O primeiro ataque ocorre comumente em situação banal, quase sempre fora de casa. A pessoa perde totalmente o controle de si mesma, vivenciando um grande sofrimento, que para ela são tão intensos e reais, surgindo a necessidade de buscar ajuda e socorro. Durante as crises surgem diversas sensações com duração em média de 10 a 15 minutos, com tendência a se repetir periodicamente. Acompanha um grupo de sintomas físicos: coração dispara, sudorese, tontura, tremores, vontade urgente de urinar, diarreia, vômito, opressão no peito, falta de ar, sufocação, com nítida impressão de que está morrendo ou enlouquecendo.

O paciente passa a ter receio de sair sozinho à rua, principalmente em locais onde tenha dificuldade de escapar ou pedir auxílio, caracterizando a “agorafobia”. Os ataques de pânico também podem ser manifestados por “fobia social e fobia específica”. “Na agravante da situação” poderá inviabilizar sua vida social e ou profissional, passando a sofrer por antecipação, vivendo constante desassossego. Em casos mais severos, a síndrome não tratada, poderá gerar um quadro de depressão profunda, onde tão grande é o sofrimento que poderá existir “um risco real de suicídio”.

A grande dificuldade no tratamento é devido a uma “ansiedade excessiva em obter a cura” associada a “resistência em acreditar e aceitar que suas crises nada têm há ver com o seu físico”, passando a procurar médicos de diversas modalidades clínicas para realizar exames, objetivando encontrar alguma doença física, com grande expectativa de justificar todas as suas sensações e finalmente poder obter cura imediata através de um tratamento medicamentoso.

Para melhor compreensão da síndrome, é importante admitir que existe um desequilíbrio entre soma (físico) e psique (emocional). O primeiro poderá estar associado a substratos físico (biológico), de herança genética. O segundo de origem psicogênica, poderá estar associado a um grande estado de tensão do organismo, com intensa descarga pelo sistema nervoso autônomo, submetendo a pessoa ao seu limite total, ao “Estresse”, devido a um estado emocional em desequilíbrio gerado de conflitos internos na maioria das vezes inconscientes, adquiridos no decorrer de sua existência, que passa a constituir como um traço de personalidade da pessoa, possibilitando assim a somatização de doenças mental e física.

Para a Prevenção é necessário aprender a identificar e compreender origens e conceitos da Ansiedade:

Para obter resultados satisfatórios no controle da síndrome, o “Tratamento” consiste inclusive na “compreensão do conceito de Ansiedade”: é um estado transitório que na maioria das vezes não se constitui como doença, visto que ajuda as pessoas a enfrentar dificuldades na vida preparando-as para situações de perigo seja real ou imaginário, podendo se constituir por ansiedade normal ou ansiedade patológica.

Em que nível encontram-se nossos “Desejos, Anseios e Expectativas” ?

– Que consequentemente irão gerar sensações de desconforto e insegurança, por medos conscientes ou inconscientes, em relação aos seus resultados, que muitas vezes remetem a pensamentos negativos, como se não fosse conseguir, não acreditar que possa dar certo.

Como lido com os meus “Medos”?

– Função: mecanismo de defesa – Que quando em excesso poderão apresentar sintomas de tensão e nervosismo, como se o indivíduo estivesse vestindo uma armadura. Muitas vezes vem acompanhado da “dificuldade de identificar e expressar verbalmente seus sentimentos e emoções”, onde sua “comunicação pode parecer truncada – falha”. Assim o indivíduo desenvolve um comportamento repressivo, com dificuldade de contato, bloqueando ou impedindo-o para a ação, para enfrentar situações novas ou desconhecidas, para se permitir a vivenciar experiências que irão possibilitar a sua evolução.

“Dificuldade em Tolerar Frustrações”?

– Verificar em seu histórico de vida se existiu e existe uma prática excessiva de proteção em relação ao meio ambiente. Se quando criança era atendida de imediato em suas necessidades, sem que pudesse aprender a esperar ou até mesmo em perceber que não seria possível realizar seus desejos ou vontades.

Esse processo mal elaborado, poderá surgir “Sentimentos de Ansiedade, Angústia e Depressão”, e até mesmo “Doenças Somáticas”. Quando bem compreendido poderá proporcionar ao indivíduo equilíbrio em suas ações, acreditar ser capaz de oferecer a si mesmo proteção e cuidados, entender e aceitar seus limites e dificuldades, e assim possibilitar um bom desempenho em sua vida pessoal, familiar, social e profissional.

Para o Tratamento existe a necessidade de um trabalho de saúde em equipe, onde após ser descartada a possibilidade de qualquer sintoma físico, o paciente deverá iniciar um tratamento conjunto neuropsíquico, durante um período de aproximadamente 2 anos, com “Acompanhamentos Contínuo Neurológico, Psiquiátrico e Psicológico”.

Fonte de Pesquisa: Livro Quem Ama Não Adoece

Autor: Dr. Marco Aurélio Dias Da Silva

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Roseli Rodrigues Laranja

Psicóloga

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