• Roseli R. Laranja

Depressão na Criança e no Adolescente


Pais “questionam a depressão” quando observam que a “criança tem energia para brincar”

ALERTA PARA OS SINAIS:

  • Criança cresce observando a alegria nas outras crianças, achando que essa alegria pode não existir em sua vida, podendo desenvolver um conformismo. Na adolescente o risco ao uso de drogas pode ser eminente como forma de alívio ao sentimento de tristeza e desconforto interno contínuo até porque passa a fazer uma comparação quando se depara com a alegria natural das pessoas.

  • Fatores culturais podem desencadear diferenças de comportamento emocional entre meninos e meninas. Enquanto um se revela agressivo, mais defensivo, briguento, a outra pode estar mais chorosa.

  • Nas dificuldades pode apresentar perda da vontade em realizar atividades, sugerindo baixa tolerância à frustração quando requer encarar desafios. Nesse momento crescer é doloroso, podendo se retrair, ficar mais quieta reagindo assim para se proteger, evitando situações de risco, ao se deparar com o sentimento de incapaz, que por sua vez ao desistir das possibilidades de tentar, gera sofrimento para si mesmo.

  • Não consegue focar a atenção, por isso se retrai e vai abandonando as atividades. Muitos a consideram desligada, preguiçosa, tendo pouca consideração para o fato de ser uma criança triste, por apresentar um subtipo de hiperatividade caracterizado pela desatenção.

  • Fica parada o tempo todo encontrando dificuldade em ficar sozinha buscando alguém de sua confiança com tendências a não se interessar por nada e não ter brincadeiras que a faça sentir-se melhor.

  • Ansiedade de separação persistente no início da fase escolar.

  • Medo de comer e ou a escolha dos alimentos passa a ser seletiva.

  • Reclama o tempo todo de dores de cabeça ou de barriga, nunca demonstrando que está bem.

  • Pode existir um componente hereditário, genético ou influências externas.

  • Questões hormonais podem interferir consideravelmente nesse processo.

  • Podem ser confundidas com algum transtorno de comportamento.

  • Adolescentes são mais imediatistas e querem resolver rápido a situação que tanto os incomoda, quando se apresentam mais impulsivos, a intensidade dos sentimentos e emoções são mais intensos, quer seja na alegria ou na tristeza, devendo ter atenção quando em momentos de extrema angústia, pois a ideação suicida pode ser sútil e o ato do suicídio pode ser iminente. O que também pode levar a participar de grupos de amigos que facilitam o desejo de morte quando não dispõe de coragem da ação por si.

  • Tendência a observar mais e fazer comparações com as outras pessoas que convive depreciando-se ou percebendo-se impotente diante do sentir que lhe falta energia ou vitalidade, apesar de existir a vontade de reagir, apresentam fragilidades diversas que levam a um chorar intermitente diante de pensamentos perseverantes e persistentes.

  • A crise pode ter um processo duradouro e ou permanente, podendo ter a sensação de um sono profundo e que a qualquer momento pode acordar, nesses casos pode ser raro as possibilidades de suicídio, pois sua visão de morte é diferenciada.

DEPRESSÃO E SUA SIGNIFICÂNCIA

Depressão é um transtorno de humor caracterizada pela tristeza profunda e a perda da capacidade de sentir prazer (anedonia), associada a uma dor profunda acompanhada de desesperança e amargura, podendo ser crônica e recorrente, fazendo da pessoa incapacitante com dificuldades de superar as adversidades inerentes e comum na vida.

  • Existem Fatores Genéticos que desencadeia uma disfunção bioquímica no cérebro.

  • Alguns Quadros de Ansiedades que podem surgir fobias específicas, tricotilomania, transtornos comportamentais, ansiedade de separação, transtornos do sono, transtorno alimentar (perda ou ganho de peso), transtornos somáticos (dores de cabeça, tonturas, taquicardia, sudorese, diminuição da energia, enurese ...).

  • Os Sintomas podem aparecer como desordens, alterações do humor, conduta desajustada, idéias e atos suicidas ou de destruição, hiperatividade (agitação) ou hipoatividade (apatia), baixo desempenho escolar, dificuldade de concentração, incapacidade para diversão (anedonia), fadiga excessiva, sonolência ou insônia, queixas físicas, mudança no padrão alimentar, queixas físicas, irritabilidade, mau humor, sentimento de culpa e inutilidade, sentimentos de desvalia, angustias, carências, pensamentos perseverantes e persistentes, timidez acompanhada de introversão ou quando na extroversão pode mascarar a timidez, isolamento social, inseguranças, não confiam em si mesmos, expressão facial fechada, olhar e sorriso apagados por sua tristeza interior, não encontra prazer nas atividades naturais da idade (jogos, relacionamentos, brincadeiras, passeios...).

  • Alguns Fatores Externos podem funcionar como um gatilho para as crises, conduzindo a desenvolver um quadro depressivo, inclusive quando existem comprometimentos de vínculos afetivos positivos: morte de um ente familiar ou amigo com vínculo afetivo próximo, maus tratos, ser um filho indesejado, alcoolismo, problemas familiares, quer sejam conjugais, financeiros, cobranças exageradas quanto ao desempenho escolar e de ser assertivo em suas escolhas profissionais e de como vão conseguir sobreviver no futuro, afetando o desenvolvimento psicossocial e acadêmico.

  • Existem três graus diferentes de Depressão: leve, moderada e severa. Os quadros variam de intensidade e duração dos sinais e sintomas, podendo ocorrer por no mínimo um mês, e ainda apresentar no mínimo de 4 a 5 sintomas, exigindo acompanhamento médico e psicológico.

  • Primeiros sinais podem ser o baixo rendimento escolar e a dificuldade em realizar as tarefas, devidos à falta de concentração.

TRATAMENTO PSICOLÓGICO E SEUS PROCEDIMENTOS

Avaliação psicológica se faz imprescindível para o auxílio e complemento do diagnóstico multiprofissional. O atendimento infantil ocorre através de procedimento ludoterapeutico (terapia com brinquedos e jogos), psicopedagógico, aplicação de testes, desenhos, acompanhados com interação contínua verbal e com intervenções e feedbacks sempre que necessários, inclusive acompanhamento e orientação aos pais e ou responsáveis, professores e cuidadores. Na necessidade pode haver indicação de terapia familiar.

Para auxiliar no processo do tratamento como forma de evitar o comportamento de isolamento da criança e ou adolescente importante que os pais e ou responsáveis estejam mais próximos e solidários para acompanhar, participar, interagir, motivar, estimular vínculos de amizades, gostos, desejos, críticas, fantasias, escolhas, brincar, atividades recreativas e esportivas.

Vale Alertar que existe uma resistência por parte de alguns profissionais da saúde e até mesmo dos pais em compreender e aceitar o diagnóstico de depressão na criança ou adolescente, justificando ser preguiça, fase passageira ou fase dos hormônios da idade, comprometendo o tratamento psicológico quando duvidam da Avaliação Psicodiagnóstica, procrastinando a atenção merecida para a saúde emocional e psíquica do menor, que pode estar correndo risco de morte. O diagnóstico precoce se faz imprescindível para melhorar o desempenho da criança ou adolescente, preservando uma dinâmica de vida ativa e saudável, possibilitando praticar cuidados pessoais, alimentação equilibrada, atividade física, interagir com outras crianças e jovens.

Imprescindível avaliação e tratamento conjunto com Especialistas da Saúde para atender o quadro diagnóstico no contexto das necessidades em que se apresenta.

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