• Roseli R. Laranja

Viuvez na Terceira Idade


Fica a sensação de vazio, de solidão, de abandono, de perda, angústia e algumas vezes acompanhado de sentimento de culpa diante da possível situação “daquilo que deixou de fazer pelo outro” ou “daquilo que não tenha percebido antes pois poderia ter evitado a doença, o acidente, a morte”. Pensamentos Persistentes implicando em uma responsabilidade inconsistente e que pode desencadear uma depressão severa ou doenças psicossomáticas, como um diabetes, pressão alta, entre outras. Considerar sua autoestima, fazendo com que a pessoa reencontre o seu valor tanto para si quanto para a sociedade e familiares.

É importante a pessoa sentir que não ficou sozinha, que existe pessoas amigas e da família que se preocupam com ela e que também sentiriam tristeza com sua ausência: filhos, netos, irmãos, etc. Demonstrar através de práticas de alternativas de vida, que está viva e que poderá continuar tendo uma vida ativa ajudando a descobrir que tipo de atividades gostaria de fazer, possibilitar o resgate de sua juventude dentro de suas condições físicas atuais. Resgatar as lembranças boas de quando o (a) companheiro (a) estava presente, o que estaria fazendo em vida, quais atividades que mais gostava de fazer, como se fosse uma extensão dessa presença.

Orientar que seu físico necessita de atividades para que possa continuar saudável, lembrando que se ficarmos parados atrofiamos gradativamente e as dores e as doenças surgem principalmente nos momentos que ficamos sedentários. “Água parada cria lodo” “Água em movimento gera energia e vida”. Gerar sofrimento para si pode não ser um caminho que teria aprovação de quem lhe queria bem, e ainda pode deixar as pessoas mais próximas entristecidas e impotentes diante do fato de não conseguirem ajudar.

Investimentos em multiprofissionais da área de saúde pode ser um facilitador e motivador para atividades física e de lazer, somado a terapias que poderão despertar a motivação de viver, lembrando que os familiares devem se organizar um tempo para estar presente e poder participar e compartilhar tais práticas. Pessoas que apresentam um vínculo de dependência muito forte com o ente querido que partiu, num grau de simbiose profunda, poderemos encontrar uma situação mais dificultosa. Depende muito da facilidade ou dificuldade que essa pessoa possa ter em aprender a exercitar sua autonomia de vida. Por isso que é muito importante as pessoas aprender a “identificar a si mesmo em separado do outro”, aprender a se “reconhecer como um ser único e singular” que pode estar ou não acompanhado de alguém sem criar um vínculo neurótico prejudicial. A participação em sessões de psicoterapia poderá auxiliar nessa busca.

Parentes e amigos devem procurar participar mais de sua vida, incentivando e motivando para passeios, fazendo convites, inserir no contexto de rotina alguma participação da pessoa viúva, solicitar que os ajudem com alguma atividade fazendo com que se sintam produtivos para que percebam o seu valor dentro do contexto familiar e social. Procurar percebê-los em sua singularidade de ser humano, dentro do seu diferencial, descobrindo o que ele tem de melhor para oferecer e praticar, inserindo-o em atividades especiais, pois quando se chega na 3ª idade, pode considerar que esta pessoa é um ser especial no que diz respeito à sua vasta experiência de vida e o que ela tem para oferecer de conhecimento e sabedoria, aproveitar esse diferencial de valores.

Na 3ª idade a pessoa pode mostrar qual é a sua “Especialidade” para a sociedade, pois existe o processo de evolução humana cujo qual deve-se dar um valor muito especial, pois o cérebro armazena informações relevantes ao longo da existência e esse processo também vem acompanhado do seu potencial criativo, inventivo e construtivo.

Uma 3ª idade vista com um olhar mais clínico, além da fragilidade do momento, temos em destaque “Mestre Sábio” capaz de oferecer muito, e ainda estar também em seu momento digno de receber tudo de bom em resposta ao que pode praticar ao longo de sua existência.

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