• Roseli R. Laranja

Psicoterapia Cognitivo Comportamental


A Terapia Cognitivo Comportamental, difundida na Europa e nos Estados Unidos nas últimas décadas veio para possibilitar a compreensão das experiências do ser humano diante da sua visão de mundo e nas influências que essa gera em sua dinâmica de vida, na sua forma de pensar, sentir e agir, enfim em seu comportamento. Pode ser aplicada nos quadros de neuroses e psicoses. Atende todas as idades, e as demandas de Transtornos de Ansiedade e de Depressão nos seus variados graus de patologia (leve, moderado ou severo), comportamentos com quadro diagnóstico como: bipolar, fobias, síndrome do pânico, TOC, compulsão, obesidade, bulimia, anorexia, mutismo seletivo, dificuldades de aprendizagem, e outros.

Procura dar enfoque ao aqui e agora, às situações do presente, podendo contribuir para um trabalho mais situacional com a utilização de uma técnica terapêutica breve onde o paciente é orientado com exercícios para executar no seu dia a dia. Em seu enfoque Psicoeducacional sugere técnicas de reeducação comportamental frente ao contexto da ação e reação do ser humano em seu meio ambiente. Podemos dizer que ao interagir com o meio aprendemos um determinado modelo de comportamento onde passamos por um processo de experiências repetitivas assimilando tal comportamento por um período,fazendo com que nos acomodemos nessa repetição comportamental.

Quando sentimos que esse comportamento repetitivo passa a apresentar dificuldades e suas reações apresentam resultados negativos ou inadequados diante do que espera ou deseja, surge a necessidade de buscar novos caminhos, passar pelo processo da modificação, e, por conseguinte da transformação e reconstrução de um novo comportamento. Utiliza-se de técnicas que leva o paciente a refletir sobre si e sobre o outro, percebendo o diferencial, motivando-o a curiosidade, como se fossem cientistas testando hipóteses. Aprende a identificar suas crenças, questionar valores, organizar e desenvolver metas para poder possibilitar as modificações em sua conduta.

Cada indivíduo percebe o mundo de forma singular, quer dizer, a percepção de um pode ser diferente da percepção do outro diante de uma mesma situação. Quando falamos em percepção podemos descrever os órgãos do sentido atuando em diferentes graus de intensidade, na maneira do indivíduo sentir quando: ouve (percepção auditiva), vê (percepção visual), toca (percepção tátil), cheira (percepção olfativa).

Podemos dizer que somos receptores de informações e processamos essas informações de formas diferentes um dos outros. Ao pensar temos conteúdos de memórias e lembranças onde utilizamos mecanismos de defesa e de proteção através de atitudes de comportamento procurando administrar situações difíceis, utilizando estratégias diversificadas. Esse potencial cognitivo do ser humano também se pode associar à capacidade de desenvolver seu potencial criativo, o que significa que todos os seres humanos podem apresentar um potencial de quociente intelectual e emocional capaz de aprender, copiar, criar, construir, reconstruir, enfim transformar a todo o momento seu interior e, por conseguinte o que está a sua volta.

Alguns Casos, além do Tratamento de Psicoterapia, por Psicólogos, necessitam também de acompanhamento conjunto com a Medicina e outras modalidades profissionais, como: médicos em suas especialidades específicas à necessidade do paciente, inclusive Psiquiatria, Neurologia, fonoaudiologia, Psicopedagogia, Pedagogia, Nutricionista, Odontologia, Atividades Físicas, entre outras mais, sendo relevante e imprescindível esse trabalho de equipe multiprofissional.

Terapia Cognitiva – teve início quando Aaron Beck, psicanalista e psiquiatra da Universidade da Pensilvânia, que em 1956 iniciou empreendimentos de experimentação com objetivo de validar a teoria psicanalítica sobre a depressão. Beck acreditava que a depressão é causada devido a visões negativas irrealistas sobre o mundo. Cognições englobam atitudes, pensamentos, valores, juízos e convicções. Pessoas deprimidas tem uma cognição negativa em três áreas, que são tidas como a tríade depressiva. Desenvolvem visões negativas sobre elas mesmas, o mundo e seu futuro. Na tentativa de localizar a configuração psicológica precisa da depressão e, para desenvolver uma psicoterapia breve que proporcionasse o alívio desta psicopatologia focal, foi se desenvolvendo os princípios norteadores do modelo e da Psicoterapia Cognitiva. Apresenta uma visão fenomenológica que aproxima da Psicologia Humanista. Também utilizada eficazmente nos transtornos de ansiedade, esquizofrenia, dificuldades de Aprendizagem e de Relacionamentos, associadas a metodologias pautadas para orientação e assessoria de Coaching, entre outras. As terapias cognitivas partem do princípio de que a maneira como pensamos determina o modo como nos sentimos, nos comportamos e nossas reações corporais dando ênfase às tomadas de consciências e a reestruturação cognitiva.

Terapia Comportamental – abordagem que se fundamenta no Behaviorismo Radical de B.F.Skinner. Ela se caracteriza por se preocupar com a comprovação científica de seus procedimentos, investigando vários aspectos do comportamento: motores, afetivos, cognitivos e busca estabelecer relações deste comportamento com as condições ambientais físicas e sociais em que estes ocorrem.

Fonte de Pesquisa – Livro: Teorias da Personalidade por James Fadiman e Robert Frager. Ed. Harbra.

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